
Este elegante edifício na Rua da Academia das Ciências já abrigou frades franciscanos antes de se tornar o berço do renascimento científico de Portugal. Quando a Academia das Ciências se mudou para aqui em 1834, transformou um convento do século 16 no coração intelectual da nação.
Em 24 de dezembro de 1779, dois homens mudaram o futuro de Portugal. O Duque de Lafões, um nobre que havia vivido no exílio, e José Correia da Serra, um padre progressista, fundaram a Real Academia das Ciências com a bênção da Rainha Maria I. Eles rejeitaram a ideia de que a ciência deveria existir apenas nos livros. Seu lema declarava: ""Se o que fazemos não é útil, vã é a glória.""
Portugal havia ficado para trás da Europa durante séculos de isolamento. A Academia reverteu esse declínio. Publicou o único jornal científico do país onde matemáticos e pesquisadores podiam compartilhar descobertas. Em 1811, lançou o primeiro programa de vacinação de Portugal, salvando inúmeras vidas. Em 1857, havia estabelecido a Comissão Geológica da nação.
O salão barroco no andar superior, concluído em 1795 com deslumbrantes frescos no teto, testemunhou essas conquistas. As ordens religiosas foram dissolvidas em 1834, e o governo confiou este convento e sua notável biblioteca à Academia. A instituição tornou-se guardiã oficial da língua portuguesa, papel que mantém através de rigorosa pesquisa académica.
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