
Entre numa cervejaria à beira rio e descobrirá um prato que sobreviveu ao poeta que o inspirou.
Amêijoas à Bulhão Pato são amêijoas suculentas cozidas a vapor em azeite, alho, coentros frescos, vinho branco e um toque de limão. O prato leva o nome de Raimundo António de Bulhão Pato, poeta romântico e apaixonado pela boa comida que viveu de 1828 a 1912. Embora os seus versos tenham desaparecido da memória, este humilde prato de marisco tornou se um pilar da gastronomia portuguesa.
Duas lendas explicam a sua criação. Uma conta que um chef deu o nome do poeta ao prato depois de Bulhão Pato o ter mencionado nos seus escritos. Outra afirma que o próprio poeta servia estas amêijoas com alho em reuniões na sua casa perto da Costa da Caparica, onde intelectuais, escritores e artistas do final do século 19 se encontravam para debater e celebrar.
Nascido na região da Estremadura, o receita espalhou se por marisqueiras e tascas por todo o país. Em 2011, conquistou um lugar como finalista nas 7 Maravilhas da Gastronomia, competição que celebra os maiores pratos da nação. A preparação permanece inalterada: amêijoas frescas, azeite de qualidade e coentros, servidos com pão crocante para absorver cada gota do caldo aromático.
Algum comentário sobre esta história?