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Cidade dos Azulejos Brancos

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Esses quadrados de cerâmica esmaltada que cobrem as fachadas dos prédios ao seu redor são chamados de azulejos e guardam o segredo de como esta cidade se reconstruiu após a destruição total. O nome vem da palavra árabe que significa «pedra polida», trazida para cá pelos colonos mouros no século XIII, e não da palavra portuguesa para azul, como muitos pensam. Durante séculos, os azulejos decoravam apenas o interior de palácios e igrejas com padrões geométricos complexos.

 

Tudo mudou em 1 de novembro de 1755, quando um devastador terramoto de magnitude 8,5 destruiu quase todas as estruturas no centro da cidade. Os tremores duraram até seis minutos, seguidos por um enorme tsunami e incêndios que duraram dias. O Marquês de Pombal, encarregado da reconstrução, tomou uma decisão prática que definiria a aparência da cidade para sempre. Os azulejos tornaram-se a solução porque eram muito mais baratos e rápidos de produzir do que a pedra esculpida.

 

Mas eles não eram apenas decorativos. A superfície de cerâmica esmaltada ajudava a arrefecer os edifícios durante o calor brutal do verão e, fundamentalmente, retardava a propagação dos incêndios entre as estruturas. É por isso que se vêem esses azulejos em toda a Baixa e nos bairros vizinhos. Cada fachada revestida de azulejos representa o estilo arquitetónico pombalino, nascido do desastre e transformado em beleza duradoura.

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