
De onde estás, no cais ao lado do museu MAAT, aquela ponte vermelha que atravessa o Tejo pode estar a chamar a tua atenção. Mas olha com atenção para além dela e vais ver uma figura alta e branca a erguer-se acima da margem sul. É o Cristo Rei, o Santuário de Cristo Rei, e a sua história é de fé, gratidão e um momento inesperado de inspiração acima dos céus do Brasil. Em outubro de 1934, o cardeal Cerejeira, de Lisboa, sobrevoava o Rio de Janeiro a caminho de volta da Argentina quando olhou para baixo e viu a famosa estátua do Cristo Redentor no Corcovado.
Naquele momento, surgiu a ideia de construir algo semelhante em seu país, de frente para Lisboa, do outro lado do mar. Quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu em 1939, Portugal permaneceu neutro, e os bispos do país fizeram uma promessa solene: se Portugal fosse poupado da guerra, eles ergueriam um monumento a Cristo acima da cidade. Portugal permaneceu em paz e a construção finalmente começou. Foram usadas cerca de 40 000 toneladas de betão na sua construção, e a figura foi esculpida inteiramente à mão, a mais de cem metros acima do solo. Em 17 de maio de 1959, com cerca de 300 000 pessoas reunidas abaixo, o monumento foi inaugurado. O cardeal Cerejeira chamou-o de um sinal permanente de gratidão nacional pelo dom da paz.
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