
Este lugar guarda memórias de uma pedreira abandonada transformada num dos jardins botânicos mais engenhosos da Europa, onde ripas de madeira substituem sistemas de aquecimento para proteger plantas exóticas de todo o mundo.
A Estufa Fria no Parque Eduardo VII começou como uma pedreira de basalto do século 19. Quando os trabalhadores encontraram uma corrente de água subterrânea, a extração parou e o local foi abandonado. Jardineiros locais notaram que as plantas prosperavam na cova sombreada e naturalmente húmida. O arquiteto Raul Carapinha viu algo extraordinário: uma oportunidade de construir uma estufa sem aquecimento mecânico. Em 1933, abriu a Estufa Fria, onde ripas de madeira regulam a temperatura naturalmente.
O complexo de 1,5 hectares abriga três jardins distintos. A Estufa Fria original exibe espécies temperadas incluindo azáleas e camélias. A Estufa Quente, adicionada em 1975, recria condições tropicais para plantas de café e flores exóticas. A Estufa Doce apresenta mais de 300 variedades de cactos e suculentas. Cascatas, lagos e caminhos sinuosos conectam estas coleções vivas.
O arquiteto Francisco Keil do Amaral redesenhou o parque circundante em 1945, criando as sebes geométricas e os passeios de calçada portuguesa. O parque de 26 hectares foi renomeado em 1903 para homenagear o Rei Eduardo VII da Grã Bretanha, cuja visita fortaleceu a duradoura aliança entre as duas nações.
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