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Grande Oriente Lusitano

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Bem-vindo à sede da sociedade secreta mais antiga de Portugal, um lugar onde poder, filosofia e perseguição colidiram durante mais de dois séculos.

O Grande Oriente Lusitano, fundado em 1802 na Rua do Grémio Lusitano, tornou-se o coração da maçonaria portuguesa. Isto não era apenas um clube social. Era uma força política que moldou a nação, impulsionando reformas liberais, liberdade de pensamento e a separação entre Igreja e Estado durante tempos turbulentos.

 

O seu primeiro Grão-Mestre foi Sebastião José de Melo e Castro, neto do Marquês de Pombal que reconstruiu a capital após o devastador terramoto de 1755. A organização atraiu pensadores influentes, políticos e reformadores que se reuniam em segredo para discutir ideias que ameaçavam as estruturas tradicionais de poder.

 

Mas o segredo teve um preço. Em 1935, o ditador António de Oliveira Salazar declarou guerra à maçonaria, aprovando a lei 1901 que proibiu todas as atividades maçónicas. Este edifício foi confiscado e entregue à Legião Portuguesa, uma força paramilitar leal ao regime do Estado Novo. Os maçons foram caçados, presos e forçados ao exílio. Durante 39 anos, operaram em completo sigilo, arriscando tudo para manter vivos os seus ideais.

 

A Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974 terminou a ditadura e devolveu este edifício aos maçons. No interior encontra-se agora o Museu Maçónico Português, onde objetos rituais, documentos e artefactos contam a história de resistência, sobrevivência e conhecimento proibido.

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