
Em 1 de dezembro de 1640, quarenta nobres portugueses invadiram o Palácio Real no Terreiro do Paço, acabando com sessenta anos de controlo espanhol sobre Portugal numa única manhã.
Os conspiradores, liderados por Antão Vaz de Almada, Miguel de Almeida e João Pinto Ribeiro, agiram de forma decisiva. Mataram Miguel de Vasconcelos, o Secretário de Estado espanhol, e atiraram o seu corpo de uma janela do palácio para a praça abaixo. Margarida de Saboia, a Vice-rainha espanhola que governava Portugal, foi aprisionada. Nessa mesma tarde, da varanda do palácio com vista para esta praça, o Duque de Bragança foi aclamado Rei D. João IV.
Espanha recusou reconhecer esta revolução. Seguiu-se a Guerra da Restauração Portuguesa, que durou 28 anos com intensos combates fronteiriços e cinco grandes batalhas. Portugal teve de defender a sua independência recém-recuperada enquanto as forças espanholas tentavam recuperar o controlo.
O Tratado de Lisboa em 1668 trouxe finalmente o reconhecimento espanhol da soberania portuguesa. O golpe no Terreiro do Paço triunfou, estabelecendo a Casa de Bragança como dinastia reinante de Portugal e garantindo a liberdade da nação após seis décadas sob domínio estrangeiro.
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