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MAAT e Central Tejo

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O edifício à sua frente já foi o coração do abastecimento de energia de toda uma cidade. Construída em 1908, a Central Tejo foi a maior central elétrica de Portugal por mais de 30 anos, fornecendo eletricidade para toda a região e para o Vale de Santarém entre 1909 e 1972.


Naquela época, não era apenas uma fábrica, era um símbolo de modernidade. A Central Tejo foi um dos primeiros edifícios da cidade a ser totalmente iluminado por eletricidade, mostrando o futuro à medida que o criava. A sua estrutura de ferro, coberta com alvenaria decorativa com influências Art Nouveau e clássicas, continua a ser um dos melhores exemplos da arquitetura industrial portuguesa do início do século XX.


O que torna a sua história notável é o que aconteceu em agosto de 1972. Opositores políticos sabotaram as linhas de alta tensão da cidade, mergulhando tudo na escuridão. Trabalhadores reformados foram chamados de volta, as caldeiras foram reativadas e a Central Elétrica do Tejo produziu eletricidade por uma última semana — suprindo um quinto das necessidades da cidade no seu último ato de serviço.


Depois de ser desativada em 1975, a central elétrica foi classificada como edifício de interesse público em 1986. Reabriu como Museu da Eletricidade em 1990, preservando toda a maquinaria original, incluindo caldeiras de 30 metros de altura e turboalternadores dos anos 30 a 50.

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