
Projetado pela empresa AL_A, da arquiteta britânica Amanda Levete, o edifício da Galeria MAAT foi aberto ao público em 2016, ao lado da central elétrica Central Tejo, construída em 1908 e convertida, «propondo uma nova relação com o rio e com o mundo em geral». Ainda segundo Levete, a Galeria MAAT é «um edifício poderoso, mas sensível e baixo, que explora a convergência da arte contemporânea, da arquitetura e da tecnologia».
O projeto tinha como objetivo fundir a estrutura com a paisagem e permitir que os visitantes caminhassem sobre, sob e através dela, ou ao lado do rio. O telhado, projetado como uma extensão do espaço público, dá acesso à cidade através de uma ponte pedonal sobre a linha férrea e oferece uma vista inesquecível de Lisboa e do Tejo. A margem do rio é tão essencial para o projeto que o design procurou refleti-la no interior: o telhado saliente, que proporciona uma sombra bem-vinda, capta a luz do sol refletida na água e direciona-a para o interior do edifício através de claraboias.
Com 3.000 metros quadrados, os espaços interiores foram projetados para fluir organicamente entre si, permitindo um movimento ininterrupto através de volumes radicalmente diferentes em escala e com funções reconfiguráveis – como a incomum Galeria Oval. São esses os espaços em que o museu apresenta um intenso programa de exposições temporárias e eventos públicos e educativos.
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