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MNAC – Museu do Chiado

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Este lugar marca onde uma das coleções de arte mais significativas da Europa ressurgiu das cinzas de uma catástrofe. O Museu Nacional de Arte Contemporânea, instalado neste edifício do bairro do Chiado, foi fundado em 1911 para preservar o património artístico português a partir de 1850.

 

Em 25 de agosto de 1988, o desastre aconteceu quando um incêndio irrompeu num armazém próximo. Em poucas horas, as chamas consumiram 18 edifícios em todo o bairro do Chiado, forçando o encerramento indefinido do museu. O incêndio matou 2 pessoas, feriu 73 outras incluindo 60 bombeiros, e deixou quase 2.000 residentes sem emprego. O que tinha sido o distrito comercial mais elegante da cidade tornou-se numa cena de devastação.

 

Em vez de abandonar o local, as autoridades lançaram uma reconstrução ambiciosa. O arquiteto francês Jean Michel Wilmotte foi contratado para redesenhar o espaço, criando uma fusão arrojada de design contemporâneo dentro das paredes históricas sobreviventes. Após 6 anos de meticuloso trabalho de restauro, o museu reabriu em 12 de julho de 1994.

 

A reabertura coincidiu com o ano da cidade como Capital Europeia da Cultura, simbolizando resiliência e renovação. A coleção do museu abrange mais de um século de arte portuguesa, com quase 5.000 obras representando os movimentos Romântico, Naturalista e Modernista. Muitas peças tinham sido armazenadas em segurança noutro local durante o incêndio, preservando obras cruciais de artistas como Columbano Bordalo Pinheiro e José Malhoa.

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