Route Image 1 - Description

Monument to D. Flavin – Ângela Ferreira

--:--
--:--

Monumento a D. Flavin é o resultado de um convite que a Fundação EDP fez à artista visual Ângela Ferreira há 10 anos para criar uma obra que interagisse com uma das chamadas «Sete Maravilhas de Portugal». A obra seria exibida no Castelo de Guimarães, um monumento do século X considerado o berço da nação.

 

Para Ângela Ferreira, que nasceu em Moçambique em 1958 e é conhecida pelas suas esculturas de grande escala que questionam o passado colonial, o convite representou um desafio significativo. «Pensei: “como vou competir com um dos monumentos mais visitados de Portugal?”, recorda a artista, que vive em Lisboa.

 

Em busca de inspiração, a artista «deparou-se» com o Monumento à Terceira Internacional. Concebido em 1920 por Vladimir Tatlin — escolhido por Vladimir Lenin para coordenar uma campanha para substituir estátuas do período czarista por peças bolcheviques —, o Monumento à Terceira Internacional deveria ser uma torre abstrata feita de ferro e vidro. Embora nunca tenha sido produzido, é considerado um exemplo clássico do construtivismo russo – foi objeto de uma homenagem do artista americano e minimalista Dan Flavin, numa série iniciada na década de 1960 e composta por 39 obras de arte em luz de néon.

 

Com Monumento a D. Flavin, Ângela Ferreira prestou homenagem a essa homenagem: a sua peça, uma estrutura de alumínio cuja forma lembra um castelo, incorporou as luzes de néon tão apreciadas por Flavin.

Algum comentário sobre esta história?