
Este imponente monumento ao longo do rio Tejo não foi feito para durar. Em 1940, o arquiteto José Ângelo Cottinelli Telmo e o escultor Leopoldo de Almeida criaram-no em gesso e madeira para uma Feira Mundial que tinha como objetivo glorificar o passado de Portugal sob a ditadura de Salazar. Era para ser demolido depois.
Vinte anos depois, a estrutura temporária foi reconstruída em pedra. Em 1960, Portugal comemorou o 500.º aniversário da morte do Infante D. Henrique, o Navegador, reconstruindo o monumento em calcário rosa de Leiria e Sintra. O Monumento às Descobertas tornou-se permanente, com 52 metros de altura.
A estrutura assemelha-se a uma caravela prestes a atravessar o Atlântico. Na proa está o Príncipe Henrique, segurando um pequeno modelo de navio. Atrás dele marcham 32 figuras: exploradores como Vasco da Gama e Magalhães, cartógrafos, reis, missionários e poetas. Apenas uma é mulher — a rainha Philippa de Lancaster, mãe de Henrique.
Na base do monumento está uma rosa dos ventos de mármore com 50 metros, doada pela África do Sul. O mapa no centro traça as rotas percorridas pelos navios portugueses durante os séculos XV e XVI, chegando à África, Ásia e Brasil.
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