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Mural «Fado Vadio»

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Aqui está a história de como seis amigos transformaram uma escadaria esquecida numa homenagem à música que define a alma de Portugal.

O mural Fado Vadio nas Escadinhas de São Cristóvão ganhou vida em 2012 quando Hugo Makarov, Mário Belém, Nuno Saraiva, Pedro Soares Neves, UAT e Vanessa Teodoro pegaram nos seus pincéis. Estes artistas, todos a viver no bairro da Mouraria, queriam homenagear o lugar onde o fado nasceu.

 

O fado surgiu aqui mesmo nos anos 1830 e 1840, nas tavernas e ruas estreitas da Mouraria. Esta música melancólica, cantada ao som da guitarra portuguesa, expressava a saudade e a tristeza de marinheiros, boémios e gente trabalhadora. Tornou-se tão significativo que a UNESCO o reconheceu como Património Imaterial da Humanidade em 2011.

O mural transforma a escadaria que liga a Rua da Madalena à Igreja de São Cristóvão numa galeria ao ar livre. Cores fortes dão vida às guitarras, aos cantores e à emoção intensa que torna o fado inesquecível.

 

O projeto foi organizado pelo Movimento dos Amigos de São Cristóvão, moradores determinados a celebrar o património cultural do seu bairro através da arte urbana. O que começou como paredes em branco tornou-se um lembrete permanente de que este bairro deu a Portugal uma das suas mais poderosas expressões artísticas.

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