
Olhe em volta deste edifício e perceberá algo invulgar: tudo aqui pertenceu outrora a uma única pessoa que passou 40 anos a escolher apenas obras primas.
Calouste Sarkis Gulbenkian era um magnata arménio do petróleo apelidado de ""Mr. 5 por cento"" porque mantinha exatamente essa percentagem de cada empresa petrolífera que financiava. Enquanto construía uma das maiores fortunas do século 20, viajava constantemente entre Constantinopla, Londres, Paris e finalmente Portugal, comprando arte por onde passava. A sua regra era simples: apenas o melhor.
Quando morreu em 1955, Gulbenkian tinha reunido quase 6.000 peças abrangendo 5.000 anos, desde artefactos do Antigo Egito até pinturas impressionistas. Chamava lhes os seus ""filhos"" e deixou instruções estritas no seu testamento: devem ser expostos juntos num só lugar.
Este edifício abriu a 2 de outubro de 1969, projetado especificamente para albergar a sua coleção. Os arquitetos portugueses Ruy Jervis d'Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa criaram galerias que fluem para os jardins circundantes, fundindo natureza e arte exatamente como Gulbenkian teria desejado.
Cerca de 1.000 obras estão em exposição permanente. Encontrará pinturas de Rembrandt, relevos mesopotâmicos antigos, tapetes islâmicos e uma sala inteira de joias Art Nouveau deslumbrantes de René Lalique, cada peça representando o olhar intransigente de Gulbenkian pela excelência.
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