
Está no coração de Alfama, dentro de um edifício que outrora bombeou água por estas ruas antigas e agora preserva a alma de Portugal em canção.
Este é o Museu do Fado, instalado numa estação elevatória de água do século 19 que abriu as suas portas em 25 de setembro de 1998. A história do edifício começou em 1868 quando trabalhadores instalaram enormes máquinas a vapor fabricadas pela E. Windsor & Fils, uma empresa anglo francesa, para abastecer de água o bairro abaixo. Durante 70 anos, estas máquinas ribombaram dia e noite até a estação fechar em 1938.
O fado é a canção urbana tradicional de Portugal, nascida nestas mesmas ruas há dois séculos entre comunidades da classe trabalhadora. É um estilo musical profundamente emocional onde um cantor a solo, acompanhado pela distintiva guitarra portuguesa de 12 cordas, expressa a saudade, esse sentimento uniquamente português de anseio melancólico e destino.
Após a Revolução dos Cravos de 1974, o Partido Comunista Português ocupou este edifício abandonado. Décadas depois, foi transformado num museu dedicado ao património do fado, exibindo milhares de gravações do início do século 20, instrumentos raros e artefactos de artistas lendários. Em 2011, a UNESCO reconheceu o fado como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
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