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Noite Sangrenta” no Arsenal

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Este lugar guarda a memória da noite política mais sombria de Portugal, quando um ""camião fantasma"" percorreu estas ruas à caça de líderes que tinham moldado a jovem República.

Em 19 de outubro de 1921, um golpe militar forçou o Primeiro Ministro António Granjo a demitir se. Mas quando a escuridão caiu, algo muito mais sinistro começou. O Cabo Abel Olímpio, apelidado de ""Dente de Ouro,"" comandava um camião cheio de soldados do Exército, pessoal da Marinha e membros da Guarda Nacional Republicana. Transportavam uma lista de morte.

 

Granjo fugiu de sua casa e escondeu se com um amigo na Avenida Miguel Bombarda. Quando o esquadrão o encontrou, arrastaram no em direção ao Arsenal da Marinha perto do Terreiro do Paço. Ao chegar à ponte de embarque, uma multidão violenta cercou o. Alguns oficiais militares tentaram puxá lo para dentro do Arsenal para segurança, mas a multidão dominou os. Mataram no com armas e espadas mesmo na entrada.

 

Minutos depois, José Carlos da Maia, um herói celebrado da Revolução Republicana de 1910 e ex Ministro da Marinha, foi assassinado no mesmo local. Nas primeiras horas de 20 de outubro, o camião encontrou António Machado Santos, outra lenda revolucionária, e matou o no Largo do Intendente.

Ao amanhecer, seis figuras políticas estavam mortas e uma criticamente ferida. A ""Noite Sangrenta"" tinha ceifado heróis revolucionários que ironicamente lutaram para criar a própria República que falhou em protegê los.

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