
Esta é a história de como 4,9 milhões de africanos escravizados passaram por este porto a caminho do Brasil, a maior migração forçada do comércio transatlântico de escravos.
Entre os séculos 15 e 19, os cais ao longo do rio Tejo tornaram-se o principal centro europeu para o comércio transatlântico de escravos. Famílias ricas compravam pessoas escravizadas em leilões realizados em praças e ruas da cidade, tratando seres humanos como gado. Os escravizados trabalhavam em casas senhoriais, carregavam navios no porto e labutavam em minas e forjas por toda a região.
O comércio era tão lucrativo que quando o Marquês de Pombal proibiu a importação de escravos africanos para Portugal europeu em 1761, ele simultaneamente encorajou o envio de ainda mais para o Brasil. Os navios continuaram partindo destes mesmos cais, lotados de carga humana destinada às plantações de açúcar do outro lado do Atlântico.
A escravidão não foi totalmente abolida aqui até 1869, tornando este um dos últimos lugares da Europa a acabar com a prática. As pedras sob seus pés testemunharam séculos deste comércio brutal, onde milhares de pessoas escravizadas viveram, sofreram e moldaram a riqueza e a cultura da cidade.
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