
Atrás destas paredes, na Rua do Alecrim, fica o palácio onde Portugal inventou a palavra para festas loucas. Construído em 1781 pelo rico comerciante de tabaco Joaquim Pedro Quintela, este não era só mais uma residência aristocrática. Foi o local onde nasceram duas expressões que ainda hoje usamos.
O morador mais famoso do palácio foi o Conde de Farrobo, que nasceu aqui em 1801. As suas festas lendárias eram tão loucas que os portugueses criaram a palavra «farrobodó» para descrever celebrações malucas. O Conde organizava banquetes e bailes tão luxuosos que se tornou sinónimo de entretenimento extravagante, embora fosse um músico respeitado e patrono cultural.
Depois vieram os franceses. Quando o general Junot ocupou o palácio durante a invasão de 1808, organizou soirées tão extravagantes que surgiu outra expressão: «à la grande et à la française», que significa fazer algo em grande estilo. Enquanto as suas tropas devastavam o país, Junot vivia descaradamente bem nestes salões decorados com frescos.
O palácio mudou de mãos várias vezes, abrigando um museu de instrumentos e um instituto de design antes de fechar por décadas. Após uma restauração de 18 meses concluída em 2016, o edifício reabriu com os seus tetos dourados, vitrais e murais pintados restaurados à sua antiga glória.
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