
Este grandioso palácio acima do Tejo nasceu da tragédia, construído duas vezes após desastres. A casa original da família real desmoronou no terramoto de 1755, deixando o Rei José I tão aterrorizado com edifícios de pedra que ordenou a construção de um elaborado palácio de madeira neste monte. Durante 33 anos, a corte real viveu no que os locais chamavam de ""Paço de Madeira"" até que as chamas o devoraram completamente em 1794.
O que aqui se ergue representa apenas um terço da visão ambiciosa dos arquitectos. A entrada que os visitantes utilizam nunca foi concebida como porta principal. Os designers planearam-na como uma mera entrada lateral. A grande fachada deveria estar voltada para o rio abaixo, criando um espectáculo magnífico para os navios que chegavam à capital.
A construção começou em 1796 sob a Rainha Maria I, mas a invasão napoleónica de 1807 forçou toda a família real a fugir através do Atlântico para o Brasil. Governaram o seu império a partir do Rio de Janeiro durante 14 anos enquanto o trabalho no palácio avançava lentamente. Quando o Rei João VI finalmente regressou em 1821, encontrou o edifício ainda incompleto e escolheu viver noutro lugar.
O palácio só se tornou uma verdadeira residência real em 1862 quando o Rei Luís I e sua noiva italiana, a Rainha Maria Pia de Saboia, se mudaram e transformaram os quartos inacabados no seu lar.
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