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Salão modernista de Pardal Monteiro

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Está sob uma das declarações arquitetónicas mais ousadas de Portugal dos anos 1920. Este hall da estação no Cais do Sodré representa o momento em que o design português se libertou de séculos de tradição ornamentada e abraçou as linhas limpas do modernismo.

 

Porfírio Pardal Monteiro projetou este espaço em 1928, quando tinha apenas 31 anos. O jovem arquiteto rejeitou o estilo decorativo Beaux Arts que dominava os edifícios portugueses e escolheu betão armado, precisão geométrica e beleza funcional. A sua visão transformou este terminal ribeirinho no primeiro grande edifício público do país no estilo modernista Art Deco.

 

A estação abriu em 18 de agosto de 1928, conectando esta localização à beira rio às vilas costeiras de Estoril e Cascais. A filosofia de design de Pardal Monteiro foi revolucionária: a forma deve seguir a função, e os edifícios devem ser honestos sobre a sua estrutura em vez de se esconderem por trás de decoração desnecessária.

 

Enquanto outros arquitetos portugueses continuavam a projetar fachadas elaboradas, Pardal Monteiro defendeu espaços abertos, luz natural e clareza estrutural. As curvas amplas e padrões geométricos do hall refletiam movimentos modernistas internacionais de Paris a Nova Iorque, mas criaram algo distintamente português. Este terminal tornou se um modelo para o futuro arquitetónico de Portugal, provando que o modernismo podia respeitar a identidade local enquanto abraçava a inovação global.

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