
Todos os anos a 13 de junho, milhares de pessoas reúnem se na Igreja de Santo António em Alfama, onde um dos santos mais amados do mundo nasceu em 1195. Santo António, conhecido mundialmente como o santo padroeiro das coisas perdidas e casamenteiro, começou a sua vida neste exato local antes de se tornar frade franciscano e, eventualmente, uma das figuras mais veneradas do cristianismo.
A procissão que parte daqui segue o mesmo percurso há séculos. À medida que serpenteia pelas ruas estreitas de Alfama em direção à catedral, algo notável acontece: estátuas de santos de cada igreja ao longo do caminho juntam se ao desfile. O que começa como uma única procissão torna se numa grande celebração que conecta dezenas de igrejas e as suas comunidades.
Mas há mais nesta história. A 12 de junho, no dia anterior à procissão, a cidade organiza os Casamentos de Santo António na catedral. Esta tradição começou em 1958 quando 26 casais que não podiam pagar o seu próprio casamento se casaram numa cerimónia coletiva na igreja. A prática parou durante a Revolução de 1974, mas recomeçou em 1997. Todos os anos, 16 casais são escolhidos entre centenas de candidatos. A cidade fornece tudo: anéis, flores, vestidos de noiva, fatos, penteados e até a receção. As cerimónias civis realizam se na Câmara Municipal, seguidas de bênçãos católicas na catedral, cumprindo a reputação de Santo António como o santo que une corações.
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