
Bem vindo a uma das descobertas arqueológicas mais notáveis escondidas sob as ruas de Alfama, onde um enorme teatro romano com 4.000 lugares esteve esquecido por mais de mil anos.
Este é o Teatro Romano de Olisipo, o coração do entretenimento da antiga Lisboa romana. Construído durante o reinado do Imperador Augusto no século 1 d.C., atraía multidões de toda a cidade para assistir a espetáculos no seu grandioso palco de pedra. O teatro foi esculpido na encosta natural, com um design semicircular seguindo a tradição arquitetónica romana.
Depois desapareceu. Abandonado no século 4 d.C., a estrutura foi lentamente enterrada e esquecida enquanto novos edifícios se erguiam acima dela. Durante séculos, ninguém sabia que existia.
Tudo mudou após o devastador terramoto de 1755. Em 1798, trabalhadores que removiam escombros e reconstruíam a cidade destruída descobriram acidentalmente enormes muros de pedra antigos. Tinham encontrado o teatro romano perdido. Artistas rapidamente documentaram a impressionante parede do proscaenium, o cenário decorado do palco, antes de grande parte da pedra ser levada para novas construções.
O local caiu novamente no esquecimento até 1964, quando o arqueólogo Fernando de Almeida iniciou escavações adequadas. A sua equipa descobriu a orquestra, a área semicircular onde os cidadãos mais ricos de Olisipo se sentavam, e expôs as fundações completas do teatro. A escavação transformou as ruínas no museu que está aqui na Rua de São Mamede.
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